Entrevista Ouro Preto, revista ouropretocultural

Conservação também é vivência

Entrevista com Rodrigo Meninconi

Rodrigo Otavio De Marco Meniconi é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Escola de Arquitetura da UFMG (1980), especialista em Restauração pela Scuola di Perfezionamento per lo Studio ed il Restauro dei Monumenti pela Università di Roma (1984), e mestre em Arquitetura pela Escola de Arquitetura da UFMG (1999). Além da experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Conservação e Restauração de Monumentos, foi professor de graduação em Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas, de Gestão do Patrimônio Cultural, no curso de Especialização em Planejamento Ambiental Urbano da PUC Minas, e de História da Arquitetura e do Urbanismo e de Projeto no Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Hoje, Rodrigo Meniconi atua como professor do curso superior de Tecnologia de Conservação e Restauro do Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ouro Preto.

Um violeiro toca pra gente sonhar

Estórias de Vicente GomesVicente de Paula Gomes, 64 anos, é ouro-pretano e respira música desde cedo, já que toda sua família era do meio musical. Acompanhava as serestas que aconteciam na sua casa, em frente à igreja do Rosário, rodeado de instrumentos, como violão, cavaquinho e pandeiro. Da sua janela via os grupos de Congado e Folia de Reis que ali passavam. Assim, Vicente cresceu na música, e aprendeu a tocar cedo. Fez parte de três grandes grupos: Malungos, Turismo Samba Show e o saudoso Viola de Folia, que fazia homenagem às Folias de Reis e Congados. Formado em Artes Cênicas e Técnico em Iluminação e Sonorização Teatral, começou a trabalhar no Teatro Municipal de Ouro Preto, antiga Casa da Ópera, em 1975, onde aprendeu muito com grandes músicos que se apresentavam no local. Sempre ligado à música e não poderia ser diferente, conheceu sua esposa, Maria da Conceição, em um baile. […]

A arte não tem aposentadoria

Entrevista Carlos BracherPintor, desenhista, escultor, gravador e escritor. Carlos Bernardo Bracher, de 77 anos, nasceu em Juiz de Fora, onde frequentou a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras. Em Belo Horizonte, estudou na Universidade Federal de Minas Gerais, em que foi aluno da artista plástica Fayga Ostrower. Aprendeu técnicas de mural e de mosaico na Escola Municipal de Belas Artes. Recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) do Rio de Janeiro e foi morar na Europa por dois anos, estudando pintura e expondo em galerias de artes. Assim que voltou para o Brasil, veio morar em Ouro Preto, no carnaval de 1971. Está há 46 anos na cidade que, segundo ele, foi fundamental para sua existência, onde realizou cerca de 80% do seu trabalho. É casado com Fanni Bracher, que também é artista, há 49 anos. Tem duas filhas, a jornalista Blima Bracher, e a atriz, Larissa Bracher. […]

O Turismo como fonte de recursos

Felipe Guerra - Secretário de Turismo de Ouro PretoO Secretário de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto, Felipe Vecchia Guerra, de 35 anos, nasceu em Ouro Preto e sempre esteve envolvido com a atividade turística. É formado na segunda turma de Turismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Dentro da UFOP, foi presidente do DCE. Assim teve início sua trajetória política, mas ele imaginava que terminaria no meio acadêmico. Após formado, abriu empresas no ramo turístico. Além disso, assumiu a presidência do Conselho Municipal de Turismo. Latente o desejo de mudanças, recebeu, em 2015, um convite para assumir a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio. Nunca havia se filiado a partido político. Motivado pelo pedido do trade turístico de Ouro Preto e por acreditar que a cidade precisava de mais cargos técnicos em áreas importantes da Prefeitura, aceitou o convite. Felipe foi o primeiro turismólogo a estar à frente da Pasta. Ficou no cargo por um curto período. Devido a conjuntura política na época, preferiu se afastar.  […]

Dimas Guedes: a fotografia como escolha

Dimas Guedesa

a

Dimas Guedes, 69 anos, é mineiro de Guaraciaba. Veio para Ouro Preto em 1962. Estudou na Escola Técnica (atual IFMG) e depois fez geologia na Escola de Minas, onde lecionou até 1995. Durante 10 anos (1979-1989) trabalhou no Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan). Dedica-se hoje à fotografia, com especial interesse pelas áreas de ensino e fotografia documental. Realizou 8 exposições individuais. Publicou os seguintes livros: Ouro Preto-Contemplações (2004); Mãos de Mariana (2006) e Homem Trabalho (2008). É casado com Cláudia Dumans Guedes há 41 anos. Dessa relação nasceram André, Pedro e Joao. Dimas nos conta nesta entrevista, como foi sua chegada a Ouro Preto e à República Necrotério, sua passagem pelo Iphan e a paixão pela fotografia.

ROC Entrevista Quelé

quele_ouro_preto

a

a

Osmar Alves de Oliveira Júnior, o Quelé, 77 anos, nasceu do interior de São Paulo, na divisa com Mato Grosso do Sul, numa cidadezinha chamada Guaraçaí. Quando tinha pouco mais de 1 ano, seu pai, que era de Minas Gerais, resolveu voltar para o seu estado, já que só estava em Guaraçaí para trabalhar na construção da estrada de ferro Brasil x Bolívia. Foi embora com a esposa morar em Raposos (MG). Próximo dali, moravam seus avós, em Matosinhos. Quelé gostava também de passar algum tempo com eles. Lá ele fez o primário. O ginásio, cursou em Nova Lima. Até ali, sua vida resumia apenas em jogar futebol, só queria saber disso. Até que seus pais resolveram que ele teria que mudar de ambiente e o mandaram para estudar e se aventurar em Ouro Preto em 1956. Aqui ele se tornou engenheiro pela Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, ator, marido, pai, avô, pintor e canteiro. Quelé é tudo isso: um homem de Exatas, apaixonado pela Ciências Humanas.

 

Fórum das Letras faz homenagem a Carlos Drummond de Andrade


Guiomar de Grammont
Guiomar de Grammont é escritora, doutora em Literatura Brasileira pela USP, com estágio na EHESS de Paris, onde lecionou como professora visitante. Foi diretora do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto, onde leciona desde 1994. Criou e coordena o Fórum das Letras de Ouro Preto. Foi curadora nas Bienais do Livro do Rio de Janeiro, Minas e Bahia. Organizou também eventos no exterior, como o Letras em Lisboa, a parte brasileira do Salão do Livro Latinoamericano de Paris e – cedida para o Ministério da Cultura por um breve período – a homenagem ao Brasil na Feira Internacional de Livros de Bogotá. Premiada com a Bolsa Vitae e o Casa de las Américas, publicou diversos livros, entre eles, Aleijadinho e o Aeroplano: paraíso barroco e a construção do herói colonial; Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard e Sudário (contos, prêmio Casa de las Americas). Em 20014, deixou a editoria executiva de ficção nacional que exerceu na Editora Record por um ano e oito meses, para se dedicar à sua própria literatura.

Aluísio Drummond | Mãos que abrem sorrisos em Ouro Preto

Aluísio Drummond, Ouro Preto

a

a

“Aluísio Fortes de Drummond é uma figura humana rara e incomum. Possui acurado ‘sentimento do mundo’, das grandezas e mazelas humanas e suas instituições. Alma generosa, aguçada pela consciência de que é possível mudar o mundo e a vida, tem na solidariedade sua maneira de expressar sua indignação para com as injustiças e desigualdades”. Foi assim que o jornalista Mauro Werkema definiu com belas palavras, o dentista Aluísio Drummond no livro Fundação Sorria 25 anos, lançado em 2015. Nesta entrevista, ele conta como foi o início deste sonho, as dificuldades, e o que planeja para o seu futuro.

Mauro Werkema e sua ligação com Ouro Preto

Ouro Preto: 300 anos de imagemA
Mauro Werkema é belo-horizontino e cidadão honorário de Ouro Preto. Jornalista, psicólogo e administrador. Como jornalista, trabalhou em vários veículos de comunicação, entre eles a TV Globo e Estado de Minas, onde foi editor-chefe. Na área de Comunicação Empresarial, trabalhou no Instituto de Desenvolvimento Industrial de MG, BDMG e COPASA. Integrou a equipe fundadora da Secretaria de Estado da Cultura, foi diretor em Ouro Preto e em Minas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Foi secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, duas vezes presidente da Belotur e, por três vezes, presidente da Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes). Coordenou a elaboração do Plano Diretor de Turismo de Minas Gerais. Presidiu a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Publicou o livro
História, arte e sonho na formação de Minas Gerais e participou  de várias publicações como Celio de Castro-Trajetória, Ouro Preto – Olhar Poético, Aleijadinho-200 Anos, Ouro Preto Museus, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais-70 Anos, A História da Escola de Minas, Igrejas e Capelas entre outros. Atualmente está trabalhando em um livro sobre os protagonistas de Ouro Preto.

Rui Mourão e o Museu da Inconfidência

por Mauro Werkema


rui_moura-_mauro_werkema_ouro_pretoConhecido e respeitado por todo o setor cultural mineiro, o escritor Rui Mourão acaba de aposentar-se após dirigir, por 43 anos, o Museu da Inconfidência de Ouro Preto. Nesta entrevista, Rui fala de sua experiência e as dificuldades iniciais de sua gestão para recuperação e adequação do imponente prédio de Câmara e Cadeia de Ouro Preto e transformá-lo na importante instituição museológica que é nos nossos dias, recebendo público superior a 150 mil pessoas por ano. 

Revela as iniciativas destinadas, ao longo do tempo, a dar ao Museu concepção e organização museográficas compatíveis com sua missão e importância, a aquisição e expansão de acervos, biblioteca e oficinas de restauro e o desenvolvimento de setores essenciais às iniciativas de promoção e difusão cultural e educacional, que considera inerentes à missão da instituição museológica, como também a pesquisa e a Comunicação. 

O Museu da Inconfidência e o início de Deise Lustosa

Deise Lustosa, Museu da Inconfidência, Ouro PretoA

A
Natural do Rio de Janeiro e residente em Ouro Preto, a arquiteta e urbanista Deise Lustosa tomou posse na direção do Museu da Inconfidência no dia 18 de setembro de 2017. Com um currículo extenso, Deise sempre esteve envolvida em trabalhos relacionados a conservação do patrimônio histórico. Para ter uma ideia, ela é arquiteta pela Faculdade Metodista Izabela Hendrix, especialista em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Foi sócio-proprietária da MD Arquitetura e Consultoria Ltda. e atuou em inúmeros projetos de conservação e restauração, com destaque para bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/MINC) – dentro do Programa PAC das Cidades Históricas em Mariana (MG). Foi diretora administrativa do Museu do Oratório por 10 anos. Também participou da criação e implantação do Sistema de Museus de Ouro Preto e foi presidente e diretora da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e diretora de Conservação e Restauração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).

Annamélia Lopes | A artista da cartografia afetiva de Ouro Preto

Annamélia Lopes, Ouro Preto

A

A

A artista-plástica e professora Anna Amélia Lopes de Oliveira nasceu em Nova Lima em 1936. Annamélia, como assina suas produções, mudou-se para Ouro Preto em 1964, com o marido, o pintor Nello Nuno, e os filhos, onde mora e trabalha até hoje. Graduou-se na primeira turma da Escola de Belas Artes da UFMG. Na área de gravura em metal estudou com o professor José Assunção Souza, no Festival de Inverno da UFMG em Ouro Preto e com o professor Glébio Maduro na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). Outros professores que participaram de sua formação: Álvaro Apocalipse, Haroldo Matos, Yara Tupinambá, Jefferson Lodi, Herculano Campos e Amílcar de Castro. Criou em 1970, juntamente com Nello Nuno, a Escola de Arte Rodrigo Mello Franco de Andrade incorporada pela FAOP. Em 1998 ganhou o título de “Cidadã Honorária de Ouro Preto”.

Nesta entrevista ela conta sobre o começo da carreira, a vinda para Ouro Preto, sua paixão pela cidade, a convivência com Nello Nuno e outras personalidades como Murilo Rubião.

OUROPRETOCULTURAL | ACESSO RÁPIDO

fevereiro