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Literatura, estória, contos e causos de Ouro Preto

Além da produção literária rica e diversificada, é notório que os moradores de Ouro Preto gostam de contar estórias: engraçadas, curiosas, trágicas e, sobretudo, fantasiosas. Elas fazem parte da tradição oral e figuram aqui para transmitir traços da cultura local. Sem compromissos com a exatidão ou a veracidade dos detalhes, estas estórias recriam a realidade com leveza e alegria, para brincar com o cotidiano.

José Eduardo de Oliveira nasceu em Patos de Minas-MG., em 1954.  Licenciado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto em 1986. Autor do livro, “15 anos em defesa dos bancários: A história do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas e Região” (2004) e coautor juntamente com Antônio de Oliveira Mello e Paulo Sérgio Moreira da Silva, do livro “Uma história de exercício da democracia: 140 anos do legislativo patense.” (2006).

Gabriel Gobbi é natural de Ouro Preto. De família tradicional e religiosa, é sobrinho do saudoso Padre Simões. Possui currículo extenso, já que atuou em diversos cargos públicos em Ouro Preto, contribuindo para o crescimento e manutenção do patrimônio histórico da cidade. Técnico em Mineração pela Escola Técnica Federal de Ouro Preto (ETFOP), formou-se engenheiro Civil na UFMG e advogado pela Faculdade de Direito Milton Campos. Pós-graduado em Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE/MG) e Administração Financeira (UNACPRM/BH). Foi chefe do Departamento de Obras, Assessor de Planejamento e Coordenação e Presidente das Comissões Especiais de Elaboração do 1° Plano Diretor, Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e Planta de Valores na Prefeitura Municipal de Nova Lima (1978 a 1981); chefe do Patrimônio Imobiliário na Mineração Morro Velho (atual AngloGold Ashanti), de 1982 a 1993; membro fundador e primeiro Vice-Presidente da Comissão OAB Jovem de Minas Gerais, em 1997; coordenador do Programa MONUMENTA/MinC de Ouro Preto em 2001 e 2005). Atuou ainda como secretário Municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Presidente do COMPATRI (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto) em 2006 e 2007 e Presidente do COMPURB (Conselho Municipal de Política Urbana) na Prefeitura Municipal de Ouro Preto/MG de 2005 a 2012. […]

Colunista César LemosCésar Henrique Lemos Santos, nascido no ano de 1995, filho da transição de um milênio para outro. Sujeito moderno, sobretudo, admirador da tradição e da velha sabedoria dos antigos. Desde a tenra infância até a juventude decorreu na pequena cidadela interiorana mineira, Acaiaca. Cursou História na UFOP. Leitor e pesquisador assíduo, constante admirador da natureza e daquilo que dela aprendem os artistas.

Estórias de DeolindaDeolinda Alice dos Santos possui graduação em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (1976), graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado de Minas Gerais (1981) e graduação em Estudos Sociais pela Universidade Federal de Ouro Preto (1975). Aposentou-se em 2007, mas ainda atua como Professor Titular enquadramento funcional da Universidade do Estado de Minas Gerais -Escola de Música como Professor Titular na Sociedade Brasileira de Programação Educacional (SOBRAPE). Consultora de Cultura Mineira no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – MG (SENAC) e no SEBRAE – MG. Tem experiência na área de Turismo, com ênfase em História e Cultura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: Cultura Mineira e Folclore aplicado ao Turismo. Membro da Comissão Ouropretana de Folclore, da Comissão Mineira de Folclore e do Instituto Brasileiro de Cultura Popular-Olímpia/SP, Capital Nacional do Folclore. Deolinda é dessas figuras queridíssimas na cidade e que, por onde passa, deixa conhecimento e muita alegria.

Foto de Osmar PuperiA

Osmar Puperi nasceu no Rio Grande do Sul, morou em São Paulo e veio para Ouro Preto para se tornar geólogo pela Escola de Minas. Depois de formado, trabalhou em lugares como Amazônia, Pará, Amapá e Mato Grosso. Voltou para Minas para trabalhar na Mina da Passagem, em Passagem de Mariana. Após a constituição de 1988, onde havia o artigo 43, dizendo que pesquisa mineral e lavra só poderiam ser feita por empresa brasileira de capital nacional, todo dinheiro estrangeiro saiu de cena e ele decidiu parar de lidar com ouro. A partir desse momento, começou a trabalhar com quartzito e fundou a Quartzito do Brasil. Atualmente, após ter passado a empresa para os filhos, abriu uma empresa que lida somente com pedra sabão, e que atua também em Rio Piracicaba, Piranga e Nova Lima.

Estórias de José Alberto PinheiroNatural de Ouro Preto, José Alberto Pinheiro nasceu em 1941, mas tem raízes nordestinas, já que a família do seu pai era de Ceará e da mãe, oriunda de Pernambuco. Formou-se em Engenharia de Minas, Metalurgia e Civil na Escola de Minas, além de fazer cursos de especialização, principalmente na área de restauração e conservação de monumentos. O interesse pela área pode ter alguma influência familiar: o pai, avô, e vários tios também eram engenheiros. Inclusive, seu pai, Antônio Pinheiro Filho, criou a primeira Escola de Engenharia do Ceará, em 1956 e ainda foi o primeiro reitor da UFOP. José Alberto trabalhou no Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e ao mesmo tempo, iniciou com o professor de desenho arquitetônico na Escola de Minas. Atuou em uma empreiteira do Patrimônio, viajou pelo Brasil e fez inúmeras restaurações, como o Banco do Brasil, em Diamantina. No início da década de 70, participou da restauração da Casa dos Contos. Na mesma época, fez também a primeira restauração da Casa de Gonzaga. Paralelamente a esses trabalhos, continuou dando aulas. Passou pelo Patrimônio Histórico Artístico Municipal, pela reitoria da UFOP, e pela Secretaria de Obras de Itabirito. Atuou ainda como secretário de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto. Como empresário, teve uma série de empreendimentos, como uma construtora, que prestou muito serviços na região, inclusive para Alcan, uma mina de topázio imperial, em Antônio Pereira […]

Foto ChiquitãoLuiz Antônio Rodrigues, o Chiquitão, é natural de Ouro Preto, onde iniciou também sua carreira como artista, realizando diversos cursos (Xilografia, Desenho, Artes Plásticas, História, Guia de Turismo, Escultura, Restauração e Conservação, Teatro e Mitologia). Já atuou em cenografia (teatro), cinema (longa-metragem), televisão, vídeo e curta. Percorreu durante mais de dois anos, as cidades da Estrada Real, e relatou, por meio de suas aquarelas, os principais pontos deste circuito. Inteligente e comunicativo, Chiquitão fica em seu atelier ainda produzindo belas aquarelas, colecionando e vendendo objetos antigos e contando divertidas e interessantíssimas estórias. É só chegar, sentar e se preparar para viajar ao passado e ganhar muito conhecimento.

Estórias de Vicente GomesVICENTE DE PAULA GOMES: 64 anos, é ouro-pretano e respira música desde cedo, já que toda sua família era do meio musical. Acompanhava as serestas que aconteciam na sua casa, em frente à igreja do Rosário, rodeado de instrumentos, como violão, cavaquinho e pandeiro. Da sua janela via os grupos de Congado e Folia de Reis que ali passavam. Assim, Vicente cresceu na música, e aprendeu a tocar cedo. Fez parte de três grandes grupos: Malungos, Turismo Samba Show e o saudoso Viola de Folia, que fazia homenagem às Folias de Reis e Congados. Formado em Artes Cênicas e Técnico em Iluminação e Sonorização Teatral, começou a trabalhar no Teatro Municipal de Ouro Preto, antiga Casa da Ópera, em 1975, onde aprendeu muito com grandes músicos que se apresentavam no local. Sempre ligado à música e não poderia ser diferente, conheceu sua esposa, Maria da Conceição, em um baile. Tem duas filhas. Hoje, aposentado, mas com toda sua experiência na música, Vicente continua se apresentando em Ouro Preto, tocando do rock ao samba, do jeito que ele gosta.


Foto Bastardos ReaisBastardos Reais – Os filhos ilegítimos dos Reis de Portugal:
 Ao longo de quase oitocentos anos, duas mulheres e 32 homens sentaram-se no trono de Portugal. Destes soberanos, apenas seis não tiveram filhos. E dos 26 restantes, só dois não terão tido filhos ilegítimos. Segundo os testemunhos que a História nos deixou, todos os outros foram pais de bastardos. Estes filhos ilegítimos dos reis de Portugal assumiram papéis de relevo e cargos influentes, tanto na corte como no estrangeiro. Desempenharam ofícios importantes e diversos. Isabel Lencastre é o pseudônimo de uma personalidade da vida pública portuguesa, nascida em Lisboa nos anos 40 do século XX, que desde sempre se interessou pela história das monarquias europeias. Este é o seu primeiro livro.


Carlos BracherCARLOS BERNARDO BRACHER
, Pintor, desenhista, escultor, gravador e escritor, 77 anos, nasceu em Juiz de Fora, onde frequentou a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras. Em Belo Horizonte, estudou na Universidade Federal de Minas Gerais, em que foi aluno da artista plástica Fayga Ostrower. Aprendeu técnicas de mural e de mosaico na Escola Municipal de Belas Artes. Recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) do Rio de Janeiro e foi morar na Europa por dois anos, estudando pintura e expondo em galerias de artes. Assim que voltou para o Brasil, veio morar em Ouro Preto, no carnaval de 1971. Está há 46 anos na cidade que, segundo ele, foi fundamental para sua existência, onde realizou cerca de 80% do seu trabalho. É casado com Fanni Bracher, que também é artista, há 49 anos. Tem duas filhas, a jornalista Blima Bracher, e a atriz, Larissa Bracher. 

WANDERLEI ALEXANDRE DA SILVA, O VANDICO, nasceu em Ouro Preto em 1936. Estudou somente até o científico, mas não concluiu, largou tudo para ser pintor. Na época, queria ser jogador de futebol e seu pai, que fosse engenheiro. Mas Vandico começou a pintar e a ganhar dinheiro com seus quadros quando era menino ainda. Pintava de tudo, mas gostava mesmo era de pintar Ouro Preto, já que gosta muito daqui. Ele veio de uma família de artistas. Dos parentes por parte de sua mãe, a maioria era artista. O Eugênio Diogo, por exemplo, pintor clássico em Ouro Preto, era primo da sua mãe. Quem ensinou muita coisa a ele sobre pintura foi Jair Afonso Inácio, restaurador. Segundo ele, era o maior restaurador de Minas Gerais, e autodidata também. Vandico só criou um atelier fixo recentemente, que funciona ao lado da Igreja do Pilar. Teve seus trabalhos  exibidos em importantes galerias de várias cidades como: Cataguases, Itabira, Divinópolis, Brasília, Salvador, São Paulo, Paris entre outras. Trabalhou na Alcan e na Escola de Minas como desenhista, onde se aposentou. Fazia desenhos técnicos, arquitetônico e mecânico.[…]

Dom Barroso Ouro Preto

FRANCISCO BARROSO FILHO, DOM BARROSO, é ouro-pretano e bispo emérito de Oliveira (MG). Nasceu em 8 de outubro de 1928, foi ordenado, aos 29 anos, em 1º de dezembro de 1957 e eleito bispo em 1984. É formado em Direito Canônico pela Universidade Gregoriana de Roma, além de ter cursos de violoncelo e regência. Fundou o Coral e Orquestra São Pio X, o Museu do Aleijadinho e a Escola de Música de Ouro Preto. É membro de Academias além de autor de livros, como Museu do Aleijadinho, Santa Teresinha e as Pastorais, A espiritualidade na Arte, Ateísmo Contemporâneo, Reminiscências Históricas e Tricentenário de Ouro Preto.

Quele, Ouro Preto

OSMAR ALVES DE OLIVEIRA JÚNIOR, O QUELÉ, 77 anos, nasceu no interior de São Paulo, na divisa com Mato Grosso do Sul, numa cidadezinha chamada Guaraçaí. Quando tinha pouco mais de 1 ano, seu pai, que era de Minas Gerais, resolveu voltar para o seu estado, já que só estava em Guaraçaí para trabalhar na construção da estrada de ferro Brasil x Bolívia. Foi embora com a esposa morar em Raposos (MG). Próximo dali, moravam seus avós, em Matosinhos. Quelé gostava também de passar algum tempo com eles. Lá ele fez o primário. O ginásio, cursou em Nova Lima. Até ali, sua vida resumia apenas em jogar futebol, só queria saber disso. Até que seus pais resolveram que ele teria que mudar de ambiente e o mandaram para estudar e se aventurar em Ouro Preto em 1956. Aqui ele se tornou engenheiro pela Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, ator, marido, pai, avô, pintor e canteiro. Quelé é tudo isso: um homem de Exatas, apaixonado pela Ciências Humanas.

Aluisio Drumond, Fundação Sorria

DR. ALUÍSIO DRUMMOND é dentista formado pela PUC Minas em Belo Horizonte, lugar onde também deu aulas. Na mesma época em que lecionava (1978), foi que surgiu a ideia de fazer um projeto que devolvesse à criança de Ouro Preto, um sorriso compatível com a dignidade dela: Assim, nasceu  a Fundação Sorria. Em 2015, lançou o livro Fundação Sorria 25 anos, que conta a trajetória do projeto. Atualmente, faz pós-graduação em Odontopediatria na PUC. Dr. Aluísio Drummond é sempre foi um profissional de destaque e muito requisitado na sua área.

Carlota, Ouro Preto

CARLOS EDUARDO LISBOA, O CARLOTA, nasceu em Ouro Preto em 1945, é casado e tem 4 filhos. Formou-se na Escola de Farmácia, na UFOP, na década de 1970. Depois, trabalhou por 4 meses em Conselheiro Pena, mas voltou, para especializar na área de botânica. Em 1982 se tornou professor de Botânica aplicada por 36 anos. Em 2015 recebeu a Medalha Escola de Farmácia, em comemoração ao 176º Aniversário da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto. Hoje, aposentado, gosta de escrever discursos, textos sobre pessoas e belas estórias.

Dimas Guedes, Ouro Preto

DIMAS GUEDES, 69 anos, mineiro de Guaraciaba, estudou geologia na Escola de Minas de Ouro Preto, onde lecionou até 1995. Durante 10 anos (1979-1989) trabalhou no Instituto do Patrimônio Artístico Nacional. Dedica-se hoje à fotografia, com especial interesse pelas áreas de ensino e fotografia documental. Realizou 8 exposições individuais, tendo sempre como tema a cidade de Ouro Preto e sua gente. Publicou os seguintes livros: Ouro Preto-Contemplações (2004); Mãos de Mariana (2006) e Homem Trabalho (2008).

Annamélia, Artista Ouro Preto, Literatura

ANNA AMÉLIA LOPES Artista-plástica e professora, nasceu em Nova Lima em 1936. Annamélia, como assina suas produções, mudou-se para Ouro Preto em 1964, com o marido, o pintor Nello Nuno, e os filhos, onde mora e trabalha até hoje. Graduou-se na primeira turma da Escola de Belas Artes da UFMG. Na área de gravura em metal estudou com o professor José Assunção Souza, no Festival de Inverno da UFMG em Ouro Preto e com o professor Glébio Maduro na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). Outros professores que participaram de sua formação: Álvaro Apocalipse, Haroldo Matos, Yara Tupinambá, Jefferson Lodi, Herculano Campos e Amílcar de Castro. Criou em 1970, juntamente com Nello Nuno, a Escola de Arte Rodrigo Mello Franco de Andrade incorporada pela FAOP. Em 1998 ganhou o título de “Cidadã Honorária de Ouro Preto”.

Mauro Werkema

MAURO WERKEMA é jornalista profissional desde 1968. Começou como repórter no Diário de Minas (1963/65) e trabalhou na Rádio Inconfidência (1966/76), TV Globo (1969/74) e Estado de Minas (1969/98). No Estado de Minas, onde trabalhou 28 anos, exerceu as funções de repórter, noticiarista, redator, editorialista, editorial setorial e editor-chefe. Foi diretor do Sindicato e da Casa do Jornalista de MG. Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) de Ouro Preto (1987) e do Estado de Minas Gerais (1987/88). Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Ouro Preto (1993/97). Presidente da Belotur na gestão do prefeito Célio de Castro (1997/98). Instalou e presidiu o Conselho Municipal de Turismo (1997 e 1998). Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS). Trabalha com elaboração de textos, pesquisas e montagem de projetos nas áreas de Cultura, Turismo e Marketing. É autor do livro “História, arte e sonho na formação de Minas Gerais”, lançado em junho de 2010, que trata das interrelações entre Cultura e Turismo em Minas. Foi presidente da Belotur até novembro de 2015.

PAULO LEITOR é escritor e editor, publicará aqui uma série de contos tendo Ouro Preto sempre como cenário extraordinário.